No dia 03 de março de 2026, as turmas do 12.º ano (regular e profissional) participaram numa visita de estudo a Vila Nova de Gaia e ao Porto. Logo pela manhã, tendo o sol por companhia, os alunos tiveram a oportunidade de assistir, no Auditório «Os Plebeus Avintenses», em Vila Nova de Gaia, à representação da peça de teatro “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, encenada pela Companhia de Teatro ETCetera. Baseada na obra homónima de José Saramago, a peça retratou fielmente o regresso de Ricardo Reis (heterónimo de Fernando Pessoa) a Lisboa, no final de 1935, e a sua busca de identidade, num contexto político marcado pelo eclodir dos fascismos, na Europa. A representação destacou-se pela expressividade contida dos atores, pela cenografia cuidada e pela forma como transpôs para o palco a profundidade filosófica, histórica e labiríntica da obra. Revelou-se particularmente tocante a encenação do triângulo amoroso entre Reis e as suas duas musas, Lídia e Marcenda, mostrando que nem a força do «amor» foi capaz de «enlaçar» Ricardo Reis à vida terrena, depois de nove meses para decidir o seu destino. No final, restar-lhe-ia ficar ou acompanhar o seu criador até ao outro mundo…
Sublinhe-se que a experiência foi inspiradora, proporcionando o contacto direto com a adaptação teatral de uma obra incontornável da literatura contemporânea portuguesa e desenvolvendo a sensibilidade estética e o pensamento crítico dos alunos.
Da parte da tarde, realizou-se uma visita de estudo ao Museu do Carro Eléctrico, no Porto, proporcionando aos alunos uma experiência enriquecedora de contacto com o património histórico e tecnológico da cidade.
As turmas foram organizadas em dois grupos. Enquanto um dos grupos assistia a uma explicação detalhada sobre o surgimento e a evolução do carro eléctrico no Porto, o outro efectuou uma viagem num carro eléctrico histórico do Museu até à Foz, com o respetivo regresso.
Durante a visita guiada, tivemos a oportunidade de conhecer modelos icónicos como o elétrico 100, o «Fumista», os «Belgas», o protótipo 500 e carros de apoio, como o carro Torre, compreendendo a evolução técnica, estética e funcional destes veículos ao longo do tempo. A explicação permitiu contextualizar o papel fundamental do carro eléctrico no desenvolvimento urbano da cidade, desde os primeiros modelos até às soluções mais inovadoras.
A visita foi muito bem conduzida pela guia do Museu, cuja clareza, rigor e capacidade de comunicação tornaram a experiência particularmente esclarecedora e envolvente para todos os participantes.
Tratou-se, sem dúvida, de uma atividade pedagógica marcante, que aliou conhecimento histórico, património e experiência prática.



















